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Prefeitura de Pelotas (RS) legaliza Reiki e outras terapias

A Câmara Municipal de Pelotas (RS) legalizou o uso da Terapia Reiki e outras terapias na Rede Pública do município em 22 de agosto de 2008. Além de Reiki, também foram legalizadas as seguintes terapias: massoterapia, shiatsu, fitoterapia, quiropraxia, floral, acupuntura, do-in, hidroterapia, cromoterapia, aromaterapia, exercícios terapeuticos, iridologia, naturopatia, arteterapia e radiestesia. Veja a íntegra do decreto em:

http://www.mestres.org/historia

Policial médium vence processo na justiça inglesa

policial-medium.jpgUm dos casos que dominou a imprensa inglesa nesta semana foi o julgamento do policial Alan Power, da cidade de Manchester, treinador da polícia local, acusado de usar e ensinar aos policiais a usar os poderes paranormais e mediunidade para resolver casos policiais. A acusação também recaía sobre toda a polícia da Grande Manchester. A acusação foi feita por uma entidade equivalente às delegacias regionais do trabalho existente no Brasil. O policial faz parte de uma igreja espiritualista, algo parecido com a Comunhão Espírita Brasileira, há 30 anos, com inúmeros casos de sucesso de solução de casos através da mediunidade. Uma das acusações era de que o policial usava religião no contexto policial. A imprensa se supreendeu mais com a decisão do juiz do que com o caso em si. O juiz escreveu na sentença o seguinte: “… o que existe em comum com outras formas espiritualistas, o acusado, Sr. Power, acredita na existência de Deus e que os mortos podem ser contactados através de médiuns. Estou convencido que tais crenças são capazes de terem um conteúdo religioso e isso se enquadra nas normas já existentes…”. Ele se refere a uma lei chamada “Employment Equality (Religion and Belief) Regulations 2003” (“direitos iguais a empregados, religião e crenças 2003″), o que torna o trabalho do policial Alan Power completamente dentro da lei – ele tem o direito de usar a mediunidade em seu trabalho. A comunidade espiritualista vibrou com o veredicto.

“A criança inconfundível” - filme sobre o Tibete

child.jpgEnquanto diretores de cinema ocidental cada vez mais penetram no mundo da violência, trazendo para as telas e traduzindo para os potenciais criminosos as técnicas sofisticadas do crime, das drogas e da degradação humana, alguns diretores de cinema oriental buscam a raiz da cultura do povo, especialmente do budismo tibetano, que sobrevive a mais de 40 anos de perseguição, mortes e “limpeza étnica” orquestrada pela China. O mais recente filme chama-se, em inglês, “Unmistaken Chid” (A Criança Inconfundível). Adquiri ainda no pré-lançamento, mas os grandes jornais dos EUA não mediram elogios a esse filme, que não tem atores profissionais. É uma espécie de documentário onde a equipe segue, com câmara aberta, um monge encarregado de procurar um menino que é a reencarnação de um importante Lama Tibetano falecido, Konchog. O monge foi aluno do mestre falecido e a história entre os dois vai muito além de uma reencarnação. Esse monge, aos seis anos de idade, encarou a família e insistiu que queria se encontrar com o Lama, que estava recluso no topo de uma montanha, perto da sua vila. A família fez de tudo para o menino desistir mas não conseguiu. Nas comunidades tibetanas, naquela idade, a família já começa a escolher parceiros para o futuro casamento dos filhos. Ao ser levado até o Lama, o menino implorou a ele para ser seu aluno. A familia acabou deixando o menino ser aluno do Lama, o que significava “perder” um filho. Com o Lama o menino viveu até se tornar adulto. O Lama falecer aos 82 anos, depois de viver a vida inteira dedicado ao ensino. Depois do falecimento, os Lamas encarregados do monastério passaram a missão para o aluno encontrar o seu mestre reencarnado. O monge entra em desespero, achando que não vai conseguir porque a vida inteira só obedeceu ordens. Mas os muitos anos de estudo e meditação lhe trazem ao equilíbrio e ele se dispõe a procurar o reencarnado. É feita uma consulta a um astrólogo (o Tibete usa sua própria astrologia, feita por monges, geralmente clarividentes). O astrólogo-monge dá o nome de uma região nas montanhas do Himalaia, dentro do Nepal, e a letra “A” como a inicial do nome recebido pela criança que é a reencarnação do Lama e as duas letras iniciais do nome do pai da criança. O filme mostra o caminho e a busca desse monge por quase dois anos, criança por criança, vila por vila, e nas cenas você se emociona profundamente porque tudo é real. É a vida real das pessoas na tela, a doçura dos camponeses tibetanos, a pureza dos monges, a inteligência das novas crianças, a devoção e a fé das pessoas, a profunda crença na reencarnação, os momentos de dúvida e solidão, na chuva ou no frio, do monge. Você vai rir e chorar, as vezes ao mesmo tempo. E vai ficar impressinado quando o encontro ocorre porque a criança começa a reconhecer os pertences do Lama falecido — diz que são seus. Tepois de muitos testes, até de consultas espirituais feitas pelo Dalai Lama, é provado que a criança é a reencarnação do Lama. Os monges pedem que a família deixe a criança seguir o seu caminho, que é muito longe deles e para sempre. A decisão final do pai é quando o monge pede à criança para mostrar a ele e ao pai onde fica, dentro da montanha, o local onde o Lama se refugiou por muitos anos. Você vai ficar muito emocionado com o que vai ver. A criança que nem pode andar na montanha mostrar o caminho, entrar sozinha no refúgio e ir direto para a sua cama na encarnação anterior, perguntar pelas plantas, checar os buracos na madeira do abrigo feitas pelo tempo e fazer reverência a sua vida anterior. Fora disso, você vai se deleitar com a vida real das comunidades budistas, os rituais, a fé, uma maneira de viver que o ocidente nem imagina. A criança tem menos de dois anos. Tomara que esse filme seja traduzido e vendido no Brasil. O momento difícil é quando o filme acaba e você tem que voltar para a sua vida, ligar a televisão e só ver crime e confusão.

Por que você detesta tudo que é auto-ajuda?

autoajuda.jpgbeautifuljesus.jpgÉ fácil saber quando alguém detesta tudo que diz respeito a auto-ajuda: livros, cursos, artigos, textos. Geralmente essas pessoas precisam muito de tudo isso e estão vivendo um estado de negação. Em psicologia, o estado de negação é aquele em que a pessoa finge não existir um problema ou ataca qualquer pessoa que fale sobre o assunto. Ela reage assim porque não quer enfrentar os ganchos emocionais, que todo mundo tem mas nao precisa guarda-los para a vida inteira. A pessoa se esconde por trás da máscara da negação para tentar, ilusoriamente, permanecer em um estado de satisfação mental – fuga. Naturalmente que isso só atrapalha. Aumenta traumas e problemas emocionais vinculados ao estado de negação. Quando você se posiciona fortemente contra alguma coisa é porque você tem muito a ver com aquela coisa e aí seu instinto faz você reagir firmemente contra, especialmente quando você não está disposto a enfrentar. Quando você ver algo que não gosta, não lhe atrai e você não toma partido, simplesmente igonora ou tenta conviver e respeitar as diferenças, significa que você tem um comportamento saudável. Pessoas que facilmente falam “eu detesto isso, eu detesto aquilo”, estão claramente dizendo onde elas têm algo mal-resolvido sobre o que dizem detestar. É natural a gente gostar e não gostar de coisas, pessoas, comportamentos, comida, etc. Ninguém é obrigado a gostar das mesmas coisas mas é saudável conviver pacificamente com as diferença de gostos, aparências, preferências, gêneros, etc. Mas se há uma ladainha imensa a respeito da cebola no prato, sim, há brasas escondidas nessa fumaça.

Para saber se uma pessoa é emocionalmente complicada é só pedir uma lista das coisas que ela detesta na própria vida e na vida de outras  pessoas. Um profisional saberá puxar da lista a história familiar dessa pessoa. Há pessoas que não gostam de tomates, por exemplo. Isso pode ser apenas uma reação física dela à química de tomates. Cada ser humano tem cinco sabores dentro de si, que traduzem o estado de saúde dos cinco principais órgãos, e se manifestam pelos sentidos: ver, ouvir, saborear, respirar, tocar. Quando há um desequilíbrio químico, o corpo tende a manifestar o desejo ou a rejeição a um desses sabores. Mas isso só acontece quando a pessoa está saudável. Se acontece com muita frequência há um desequilíbrio fisico, mental, emocional ou espiritual. O desequilíbrio de um dos sabores no organismo leva à confusão física (chamada doença) e um bom exemplo disso é quando a pessoa manifesta obsessivamente vontade de comer doce, salgado, azedo, apodrecido e amargo. Detestar quem come tomates é assunto para muitas sessões de terapia. Pessoas com história familiar de abuso e/ou violência doméstica tendem a se posicionar rigidamente sobre qualquer coisa, qualquer assunto, porque o cérebro reage de acordo com o mundo que ela conhece: abuso e violência.

A violência é unilateral, produz visão falsa do equilíbrio, destroi a capacidade natural de amar e torna as pessoas avessas, agressivas, azedas e muitas vezes insuportáveis. Não há meio-termo, não há meia-pancada, não há meia-palavra agressiva, não há meio-palavrão. A violência familiar deixa tatuagens profundas no sistema emocianal de todos as pessoas expostas a ela, de criança a adulto. Não há um só ser humano imune à violência, especialmente quando ela é praticada por pessoas que supostamente deveriam ser amáveis e ensinar a amar. Crianças mal-amadas ou rejeitadas, filhas de pessoas ocupadas demais, que não têm tempo para acariciar os filhos, com abraços e palavras, jestos e atitudes, tendem a dividir o mundo em pedaços, em times, em gostar e não gostar, e essa divisão segue, na maioria das vezes, o adulto para a vida inteira.   Este assunto é muito vasto e educar não combina com ameaçar, forçar, gritar, bater, xingar, despresar, não-abraçar, não-elogiar, não fornecer as necessidades básicas, materiais e emocionais, de um ser humano.

Todos temos a tendência de lever para as famílias que formamos as malezas da família que nos criou e educou – no amor ou na violência. Então, adultos cheios de tatuagens emocionais serão péssimos chefes, governantes, médicos, policiais, professores, terapeutas, especialmente se nunca se submeterem a tratamentos. Esses aumentarão as filas dos mau-amados do mundo, responsáveis por tudo, inclusive da visão negativa, pessimista, mesquinha e cavernosas do mundo. Esses são os responsáveis pelo atraso da humanidade, pelas manchas no DNA das futuras gerações, pelo bloquio ao desenvolvimento das terapias holísticas, dos programas sociais, da morte dos ecossistemas, da poluição dos mares e rios, pelo desmatamento das florestas, pelo crime urbano.  A literatura de auto-ajuda é imensa. Está presente em cada banca de revista do país, nas grandes e pequenas livrarias, para todos os gostos. Isso também faz parte de paises democráticos, multiculturais, multiraciais e em transição econômica de terceiro para primeiro mundo como o Brasil. Somos abundantes neste assunto, felizmente. Não cabe aqui julgamentos a respeito do conteúdo dessa literatura, muito pelo contrário. Incentivamos a busca individual por aquilo que falta lá dentro do seu ser, por qualquer razão, mesmo uma não citada neste artigo. Mesmo aquilo que a gente sabe que é apelação de editora para fazer dinheiro fácil, pode ter alguma coisa interessante.

Em termos espirituais, o universo tenta mandar mensagens para cada ser humano, todos os dias, todas as horas e por todos os meios. Por isso, é preciso que cada ser humano dê uma olhada nas bancas de revistas, vitrines de livrarias e nas poucas bibliotecas públicas do país, porque somos ainda muito pobres de leitura. Quantos livros você leu nos últimos 30 dias, e quantas revistas você passou pelo menos as páginas? Cada um de nós se intressa por um assunto ou muitos de de uma vez. Quais são os seus? Se você não tem resposta a essas perguntas a sua vida está muito sem graça e o único responsável por isso são os seus próprios preconceitos — saia da toca!  A leitura é a principal arma anti-envelhecimento, anti-doenças mentais, anti-esquecimento, relaxa a musculatura até no banheiro.

A leitura retarda o envelhecimento e a invasão das doenças. Se você se deixa ler um livro, uma revista ou um texto na internete, que fala das coisas que você rejeita, já é meio caminho andado na luta contra o grande bicho-papão: você mesmo. Aproveite seus momentos de solidão para ler sobre aquilo que você detesta e se posiciona contra. Procure várias fontes sobre o mesmo assunto até você descobrir porque você gasta tanta energia detestando e sendo contra. Comece a construir um perfil sobre você, o “detestador de auto-ajuda”, e um belo dia, sozinho no banheiro, se liberte: eu detesto porque preciso de auto-ajuda! Falta democracia na minha própria vida! Eu posso estar preso a traumas familiares, a coisa que não me pertence, a preconceitos que não são meus e eu vivo alimentando tudo isso! Quem sabe, o próximo passo é você ler uma historinha para o filho, o sobrinho, o vizinho — daquilo que você realmente gosta. Ah, mas anjos não existem, não é? Só por que você nunca viu um diz que não existem? Você não sabir que essa época de só acreditar no que pode pegar e ver já passou? Sabia que a base da cultura ocidental é formada pela história de anjos? E o resto que você ainda não sabe porque ignora tudo que se tem escrito a respeito? Humm, então, meu caro, tam-tam-tam-tam…: fe-che-a-bo-qui-nha, o mundo não só o que os seus olhos podem ver e acreditar! Um título universitário não é o passaporte para você virar uma pessoa chata e incrédula, copiador de maus ensinamentos de professores sem esperança, aqueles chatos da universidade, ou de pais desequilibrados. Liberte-se, procure o caminho da sua auto-ajuda.

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